“a partir de agora há muito para fazer, nomeadamente pelos investigadores: a relação do Condestável com a mãe será um dos aspectos que o patriarca considera indispensável investigar” terá dito D. José Policarpo, cardeal-patriarca de Lisboa, numa conferência de imprensa, em Roma, a propósito da canonização de frei Nuno.
“Punhamos de parte toda a exaltação patriótica e punhamos o acento naquilo que é específico da Igreja, de contemplar o mistério da santidade em todas as circunstâncias” acrescentou.
De facto é um mistério que se santifique alguém de quem ainda não se sabe sequer como era a relação que tinha com a mãe, tanto mais que o milagre da cura invocado afinal, e como diz, “é uma peça secundária”, embora seja indispensável.
Ao menos podiam ter averiguado isso antes de se decretar a canonização. Ou averiguar os bens patrimoniais que tinha e deixou aos netos. Ou ainda as razões porque sendo o Condestável não chefiou as tropas na conquista de Ceuta. Ou as razões das disputas que ele, “fiel” súbdito, tinha com o rei.
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Gostaria de indicar os blogs do autor deste artigo: http://www.revistalusofonia.wordpress.com e http://www.joaoalvesdasneves.blogspot.com, neles podem ser encontrados outras publicações de João Alves das Neves sobre a santificação de D. Nuno e outros assuntos que envolvem os oito países de língua portuguesa.
Caro João Alves das Neves
Embora fora do contexto do post agradeço a sua referência porque envolve uma outra leitura da figura de D. Nuno Álvares Pereira.
Como já deve ter percebido a minha perspectiva sobre essa figura histórica, que inegavelmente o é, será algo diferente da versão oficiosa, versão que será porventura um dos maiores embustes da história de Portugal, e que por isso mesmo importava, com rigôr e objectividade, aclarar.
Cordialmente